quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Humor

Rádio Inteligente

Uma senhora comprou um Mercedes último tipo e orgulhosamente saiu da concessionária dirigindo-o. No meio do caminho, ela tentou mudar as estações do rádio do carro mas não conseguiu de jeito nenhum. Furiosa, ela deu meia volta e retornou à concessionária. Chegando lá, foi reclamar com o vendedor que havia lhe atendido, o qual imediatamente se desculpou:
- Calma, minha senhora! É que esqueci de lhe dar às instruções a respeito deste Rádio Inteligente, importado do Japão.
Para ativá-lo, é só usar o tom de voz pedindo o gênero musical. Por exemplo: Música sacra!
E o rádio imediatamente emendou "Erguei as mãos e dai glória a Deus"...
O vendedor prosseguiu:
- Outro exemplo: Axé music!
E o rádio tocou "Segura o Tchan, Amarra o Tchan..."
- E mais um exemplo: Funk!
E o rádio soltou a pérola "Um tapinha não dói, um tapinha..."
- Está bem, já entendi! - Interviu a senhora, que ficou maravilhada com a tecnologia, pediu desculpas pelo mal-entendido e saiu dirigindo satisfeita. No meio do caminho, ela disse, cheia de empolgação:
- Rock and Roll!
E o rádio imediatamente começou a tocar uma música dos Rolling Stones, enquanto a velhinha cantava, e afundava o pé no acelerador.
De repente, um carro vem a toda velocidade na contramão e quase bate no Mercedes novinho da madame, que em um ato de reflexo tira o carro do caminho salvando-se de um grave acidente. Passado o susto, ela se vira pra trás e grita:
- Filho da Puta!
No mesmo instante a música do rádio é interrompida pela seguinte mensagem:
"Interrompemos nossa programação para ouvir um pronunciamento do Excelentíssimo senhor Presidente da República..."

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Humor

O Gato e o Rato

Depois de ser perseguido durante um bom tempo por um gato, o rato esconde-se em uma toca (do tejão) e fica ali durante horas.
Até que, ao ouvir latidos de cachorro, achou que o gato tivesse ido embora e saiu para passear.
Contudo, assim que enfiou a cabeça pra fora, foi pego pelas garras do gato.
- Você imita latidos? - perguntou espantado.
E o gato:
- Meu amigo, neste mundo globalizado, quem não fala duas línguas morre de fome!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Humor

Irmãos travessos

Um casal tinha dois filhos, um de 8 e outro de 10 anos, que eram extremamente travessos. Eles estavam sempre aprontando e seus pais sabiam que, se houvesse alguma travessura na cidadezinha onde moravam, eles com certeza estariam metidos nisso.
A mãe dos garotos ficou sabendo que o novo padre da cidade tinha tido bastante sucesso em disciplinar crianças. Então ela pediu a ele que falasse com os meninos.
O padre concordou, mas pediu para vê-los separadamente.A mãe então mandou primeiro o filho mais novo, pela manhã, e o mais velho iria conversar com o padre a tarde.
O padre, um homem alto com uma voz de trovão, sentou o garoto e perguntou-lhe austeramente: "Onde esta Deus?".
O garoto abriu a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som. Ficou lá sentado com a boca aberta e os olhos arregalados.
Então o padre repetiu a pergunta num tom ainda mais severo:"Onde esta Deus?"
Mais uma vez o garoto permaneceu de boca aberta sem conseguir emitir nenhuma resposta. Então o padre levantou ainda mais a voz, e com o dedo no rosto do garoto, berrou:"ONDE ESTA DEUS?"
O garoto começou a gritar e saiu correndo da igreja diretamente para casa e trancou-se no armário do quarto.
Quando o irmão mais velho o encontrou no armário, perguntou:"O que aconteceu?"
O irmão mais novo, ainda tentando recuperar o fôlego, respondeu:"Cara, desta vez nos estamos MESMO encrencados. Deus sumiu, e eles acham que a culpa e NOSSA"

Humor

Triagem para entrar no céu

São Pedro, na triagem celeste, perguntou para o americano:
- O que é mole, mas na mão das mulheres fica duro?
O americano pensou e disse:
- Esmalte. - Muito bem, pode entrar. - disse São Pedro.
Perguntou ao italiano:- Onde as mulheres têm o cabelo mais enrolado?
O italiano respondeu:
- Na África. - Certo. Pode entrar
Para o alemão:- O que as mulheres têm que tem seis letras, começa por B, termina com A e não sai da cabeça dos homens?
- A beleza. - Certo. Pode entrar.
Para o francês:- O que as mulheres têm no meio das pernas?
- O joelho. Muito bem. Pode entrar.
Para o inglês:- O que é que a mulher casada tem mais larga que a solteira?- A cama. - Ótimo. Pode entrar.
O brasileiro virou-se e foi saindo de fininho...
São Pedro chamou-o:
- Você não vai responder à sua pergunta?
- Sem chance. Já errei às cinco anteriores!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

SAÚDE: Água X Coca-Cola






Água

X

Coca-Cola




O que você ganha tomando Água









O que você ganha tomando Coca-Cola

















Da próxima vez pense muito antes de fazer sua escolha... Um grande abraço.

GRANDES MISTÉRIOS DA HUMANIDADE: Fevereiro


Por que as novelas da Globo são

das 6, das 7 e das 8

se não começam nesses horários?


Porque as novelas eram exibidas mais pontualmente nesses horários entre os anos 70 e 80, e os telespectadores se acostumaram a chamá-las assim. Os horários das 19 h e 20 h, aliás, são ainda mais antigos: já eram usados por novelas das TVs Tupi e Excelsior antes de a Globo surgir, em 1965. "As expressões começaram na década de 1960, mas ficaram conhecidas na década de 1970, com a consolidação nacional da Rede Globo", diz o pesquisador Elmo Francfort, especialista em comunicação televisiva. "Com o passar dos anos, a grade de programação e os hábitos dos telespectadores evoluíram, mas o uso dessas expressões virou marca registrada das novelas da Globo", afirma Luis Erlanger, diretor da Central Globo de Comunicação. Hoje, a emissora não exibe nenhuma novela pontualmente nesses horários.



Vale a pena ver de novo
Trilogia do horário nobre das novelas Globais nasceu em 1971


1965 - A primeira novela

A primeiríssima novela da Globo, Ilusões Perdidas, estreia às 19h30, mas logo passa para as 22 h. Como era comum na época, ela é curtinha e tem apenas 56 capítulos

1965 - Pioneira das 7

No mesmo ano, a emissora lança Rosinha do Sobrado às 22 h. Com o troca-troca na programação, ela muda para as 19 h e se torna a primeira novela das 7 da Globo


1967 - Polêmica às 8

Estreia A Sombra de Rebeca - para muita gente, a primeira novela das 8 da Globo. Mas Pecado de Mulher (1965) já havia passado nesse horário, só que apenas para São Paulo



1971 - Trilogia completa

Meu Pedacinho de Chão inaugura o horário Global das 6, criando a trinca do horário nobre - que tinha ainda Minha Doce Namorada (7) e O Homem Que Deve Morrer (8)

1995 - O horário das "9"

Nos anos 80, os horários deixam de ser tão pontuais, mas a coisa muda mesmo com Explode Coração. Por ter cenas mais picantes, ela é primeira novela das 8 a passar às 21 h

2000 - Novidade efetivada

Laços de Família é classificada pela Vara da Infância e Juventude como inadequada para menores de 14 anos, e só pode ser exibida às 21 h. Assim, o novo horário emplaca de vez


fonte: Mundo Estranho

pesquisa: Cosme Potter

DICAS: Resenha

RESENHA: O QUE É E COMO SE FAZ

Você já deve saber que o que nós chamamos "texto" corresponde a um conjunto de coisas bastante diversas. Sua certidão de nascimento, um bilhete deixado na porta da

geladeira, um editorial publicado em um jornal, o romance à venda nas livrarias, as falas

de uma personagem em uma telenovela, tudo é "texto". Percebe-se, então, o quanto é problemática a definição do que é "texto". Somos mesmo tentados a dizer que qualquer conjunto (ordenado) de palavras ou frases constitui um texto, mas o que se observa é que em geral um texto é muito mais do que isso. Uma certidão de nascimento não é apenas um conjunto ordenado de frases sobre o lugar e a data do seu nascimento e quem são seus pais e avós: essas coisas devem ser ditas de determinada forma, bastante rígida, e assinadas por um tabelião, para que a certidão tenha valor legal. O mesmo acontece com todos os outros tipos de texto. Um conjunto ordenado de frases sobre determinado tema não garante ao editor um editorial: é preciso que esse conjunto ordenado de frases convença o leitor de alguma coisa, pois é exatamente para isso que servem os editoriais.

Um bilhete na geladeira que diga apenas "Fui lá com ela e volto em dez minutos" somente se torna interpretável se o leitor compartilha com o autor os referentes de lá, ela, e do momento em que o bilhete foi escrito;

se isso não acontece, o bilhete não cumpre a sua função. Enfim: há regras socialmente

estabelecidas para a produção de textos, e elas variam de acordo com o tipo de texto a ser produzido. Infringir essas regras pode significar, em muitos casos, produzir textos sem valor legal (caso das certidões, procurações, atas, acordos, etc.) ou produzir textos que não servem para nada (bilhetes que nada informam, ou editorais que não convencem ninguém, por exemplo).

Tudo isso vale também para as resenhas. Assim como para todos os outros textos, há regras para a produção de resenhas. Se você quer que as suas resenhas efetivamente resenhem alguma coisa, se você quer que as suas resenhas possam ser publicadas, se você quer receber boas notas do professor pelas suas resenhas, é fundamental que você siga as regras. Essas regras não são tão rígidas quanto as que governam a produção de textos legais

(atas e certidões, por exemplo), e é possível que você encontre interpretações divergentes para as mesmas regras dentro de sua própria Faculdade. Mas é importante que você perceba que, ainda que vagas, as regras existem, e são essas regras que definem o que é e o que não é uma (boa) resenha.

1. O que é uma resenha?

A definição do dicionário pode ser dividida em três partes, que devem servir de orientação para que você possa entender o que é uma resenha. A primeira parte está representada pela palavra "apreciação"; a segunda parte é a que concerne ao adjetivo "breve"; e a terceira e última parte diz respeito ao sintagma "de um livro ou de um escrito".

O primeiro elemento a ser destacado nas resenhas é o fato de que tratam, todas elas, de uma apreciação. Ou seja, a resenha tem por finalidade: (1) fazer uma análise, um exame; e (2) emitir um julgamento, uma opinião. O objetivo da resenha é, pois, duplo. A resenha pretende decompor o objeto resenhado em suas unidades constituintes, proceder a um exame pormenorizado, investigá-lo a fundo; e, a partir dessa análise, a resenha deve se posicionar em relação ao objeto resenhado, deve julgá-lo, avaliá-lo. É importante que você perceba que esses dois objetivos estão combinados: para que você tenha elementos para julgar alguma coisa, é preciso que seja feita antes uma análise; e a finalidade da análise é exatamente fornecer elementos para o julgamento. Na resenha, esses dois objetivos são solidários: um não existe sem o outro.

O segundo elemento presente na definição é o adjetivo "breve". A resenha é um texto rápido, pequeno. Você deve fazer a análise e emitir o julgamento em um tempo

consideravelmente restrito (geralmente em torno de duas a três laudas em espaço duplo). Isso não significa que sua análise deva ser rasa, superficial, ou que o seu julgamento possa ser precipitado. Não é isso. A principal implicação das limitações de tempo e espaço é que você deve ser seletivo. Você sabe, desde o início, que não vai conseguir esgotar a obra, investigar todos os seus pontos, examinar tudo pormenorizadamente. Logo, você deve eleger um ou outro aspecto mais saliente do texto para análise, deve investigar em detalhe apenas um dos pontos do objeto resenhado, em vez de tentar dar conta de tudo. Mas é importante que a sua escolha recaia sobre um ponto efetivamente relevante do texto, como a tese do autor ou um de seus principais argumentos.

Por fim, a definição apresenta um terceiro elemento, a expressão "de um livro ou de um escrito". Este é um ponto controverso, porque o uso normal das resenhas ultrapassa muito o texto escrito. É extremamente comum encontrarmos hoje nos jornais resenhas de discos e filmes. O objeto da resenha não é, portanto, apenas um texto escrito. Em princípio, qualquer objeto é passível de uma apreciação nos moldes de uma resenha. O que é importante perceber aqui é que todas as resenhas têm um ponto de partida bastante definido. Trata-se de um outro texto, ou de uma obra qualquer. Fazem-se resenhas de textos e obras, e não de temas.

Quando um professor pede a você que faça uma resenha de um texto X sobre um tema Y, ele não quer que você faça uma análise e emita uma opinião sobre o tema Y; o que se pede é que você examine e julgue o texto X. Perceba a diferença: o professor não está querendo saber a sua opinião sobre o tema Y, mas sobre o texto X. Você não deve jamais se esquecer do texto que serve de ponto de partida para a resenha: esse texto é a própria razão de ser da sua resenha. Você deve retomá-lo sempre, você deve dialogar com o autor do texto. Nas resenhas há mesmo um resumo do texto, em que você recupera as idéias centrais do autor.

Mas não confunda: resenha não é resumo; o resumo é apenas uma parte da resenha, que tem pelo menos duas outras partes: a parte da análise do texto e a parte do julgamento do texto. Por tudo o que foi dito, podemos dizer que resenha é um tipo de texto em que há, concomitantemente, exigências de forma e de conteúdo:

Exigências de conteúdo

1 - Toda resenha deve conter uma síntese, um resumo do texto resenhado, com a apresentação das principais idéias do autor;

2 - Toda resenha deve conter uma análise aprofundada de pelo menos um ponto relevante do texto, escolhido pelo resenhista;

3 - Toda resenha deve conter um julgamento do texto, feito a partir da análise empreendida no item acima.

Exigências de forma

1 - A resenha deve ser pequena, ocupando geralmente até três laudas de papel A4 com espaçamento duplo;

2 - A resenha é um texto corrido, isto é, não devem ser feitas separações físicas entre as partes da resenha (com a subdivisão do texto em resumo, análise e julgamento, por exemplo);

4 - A resenha deve sempre indicar a obra que está sendo resenhada.

2. Quais são os tipos de resenha?

Agora que você já sabe o que é uma resenha, é importante que saiba também que há pelo menos dois tipos de resenha: a resenha descritiva, também chamada técnica, ou científica; e a resenha crítica, também conhecida como opinativa. Nos dois casos, observam-se as mesmas exigências quanto à forma e quanto ao conteúdo listadas no item anterior; o que as diferencia é a natureza do julgamento proferido acerca do texto. No item anterior, você pôde perceber que toda resenha deve conter (a) um resumo, (b) uma análise, e (c) um julgamento. Você pôde ver também que o resumo deve trazer as principais idéias do autor do texto, e que a análise deve decompor pelo menos uma dessas idéias em suas partes constituintes. Os dois procedimentos são equivalentes para todas as resenhas. No entanto, há uma terceira parte, o julgamento, que pode assumir significados bastante diferenciados: o julgamento pode ser entendido como um julgamento de valor, em que se afirma a qualidade do texto (se o texto é bom ou ruim, se vale a pena a leitura ou não); ou o julgamento pode ser entendido como um julgamento de verdade, em que se discute se o autor tem razão ou não, se o que ele diz faz ou não sentido. Os dois julgamentos são próximos, e estão mesmo relacionados, mas é preciso diferenciá-los, para que você possa entender exatamente a diferença entre uma resenha descritiva e uma resenha crítica.

Perceba que um bom texto pode conter várias imprecisões e inverdades, e que um mau texto não contém necessariamente idéias mal desenvolvidas. A qualidade de um texto geralmente depende de sua consistência, mas nem sempre isso acontece. Talvez um exemplo o ajude a entender a separação. Considere um texto literário, um conto de Machado de Assis (O Alienista) que procura discutir a idéia de loucura no final do século XIX, por exemplo. Há duas formas de julgar esse texto: (1) avaliar o seu valor literário, dizer se o texto é bom ou ruim, se foi ou não bem escrito; e (2) avaliar a pertinência das idéias do autor, a sua clareza, a sua consistência, se as idéias de fato são verdadeiras, se de fato são aplicáveis àquilo que o autor pretende. No primeiro caso, estaríamos diante de uma resenha crítica. É mais ou menos o que acontece sempre que é lançado um novo romance, um novo filme, um novo disco. Há sempre alguém (um resenhista) que ocupa um espaço nos jornais para fazer a apreciação da nova obra. Procure nos jornais (geralmente no caderno de cultura) e perceba: faz-se um resumo da obra (do enredo do livro ou do filme, das músicas que compõem o CD), elegem-se alguns pontos para análise (a qualidade da escrita, a atuação de uma atriz, os arranjos de uma música), e julga-se a obra (classificando-a em excelente, boa, regular, ruim, péssima, e recomendando-a ou não ao leitor, através das carinhas (que ora sorriem, ora dormem), do bonequinho (que ora aplaude, ora abandona o cinema no meio da sessão), ou de qualquer outro indicador de qualidade). No caso do texto de Machado de Assis, diríamos então que se trata de um texto bom, bem escrito, interessante, que vale a

pena ser lido, e colocaríamos um bonequinho aplaudindo. E teríamos feito uma resenha

crítica.

Imagine agora que procedêssemos à segunda forma de julgamento, que avaliássemos a pertinência das idéias do autor, e não a qualidade do texto. Não se trata mais de dizer se o texto é bom ou ruim, se é bem escrito ou não, se merece uma carinha sorrindo ou um bonequinho deixando a sessão. A questão aqui é outra. Deveríamos discutir se as idéias do autor são ou não são válidas. Discutiríamos, por exemplo, se o que se passa com a personagem principal é ou não verossímil, se o autor foi ou não foi fiel às instituições que pretendia retratar, se as conclusões que o autor retira do episódio são ou não pertinentes.

Faríamos, enfim, um julgamento de verdade do texto: se o texto é verdadeiro (no sentido de conter uma verdade) ou não. Este tipo de resenha é menos comum nos jornais, e está geralmente restrito às publicações mais técnicas. Quando alguém divulga os resultados de uma pesquisa, por exemplo, há sempre alguém que comenta os resultados atingidos: se a metodologia foi correta ou não, se os resultados são ou não são confiáveis, se a pesquisa é ou não relevante. Esta é basicamente a tarefa de uma resenha descritiva. No caso de O Alienista poderíamos discutir, por exemplo, se a situação dos asilos, como o descrito por Machado, era realmente aquela, ou se o autor faz uma descrição grosseira, fora da realidade. Ou poderíamos discutir se os médicos eram efetivamente dotados da autoridade de internar toda a cidade, como supõe Machado de Assis no texto. Perceba as diferenças entre as duas propostas. O mesmo texto (de Machado de Assis) poderia conduzir a uma resenha crítica positiva (que julga a qualidade do texto) e a uma resenha descritiva negativa (que julga a verdade do texto). No primeiro caso, reconhece-se que é um bom texto, agradável de ler, instigante, prazeroso. No segundo caso, admite-se que o texto não é fundamentado, que apresenta uma visão apenas caricatural da loucura no século XIX. Um não compromete o outro, e são duas coisas diferentes. É preciso ter em mente, portanto, que há dois tipos de resenha, que cumprem a objetivos diferentes, e que essa diferença está relacionada à maneira como se entende a idéia de "julgamento". Em resumo, pode-se dizer que:

Resenha descritiva, científica, técnica, é aquela cujo objetivo é julgar a verdade das proposições (idéias) do autor, investigar a consistência de seus argumentos e a pertinência de suas conclusões. Responde basicamente à pergunta: O que o autor diz faz sentido?

Resenha crítica, opinativa, é aquela cujo objetivo é julgar o valor do texto, a sua beleza, a sua relevância. Responde basicamente à pergunta: O texto é bom? Em ambos os casos, é importante salientar que esses julgamentos (de valor ou de verdade) devem ser sustentados por elementos retirados do texto através de sua análise. É importante ter cuidado: não restrinja a resenha ao julgamento. O julgamento do texto é apenas uma parte; lembre-se que toda resenha deve conter resumo e análise do texto que serve de ponto de partida.

3. Como se faz uma resenha?

É importante saber que não há fórmulas mágicas, macetes ou receitas prontas sobre como fazer uma resenha. Como todos os outros tipos de texto, é alguma coisa que aprendemos por experiência e erro, treinando, fazendo. Serão muitos exercícios de resenha até você poder produzir boas resenhas, e o importante é não desanimar nesse trajeto. Para aqueles que, apesar de tudo o que viram, ainda não sabem por onde começar, seguem-se algumas dicas para uma resenha descritiva:

1) Leia o texto que serve de ponto de partida para a resenha. É o primeiro passo e o fundamental. A qualidade da sua resenha depende, em grande medida, da qualidade da leitura que você fizer desse texto. Se necessário, leia mais de uma vez.

2) Faça um resumo do texto. Selecione as idéias principais do autor do texto e monte um outro texto, seu. Mas cuidado: resumo não é cópia de alguns trechos do texto, com as palavras do autor. Resumo é um outro texto, um texto seu, em que você diz o que entendeu do texto, e quais são as idéias principais do autor. Se você não sabe ainda como resumir um texto, pense em como você o apresentaria para alguém que estivesse acabando de chegar em sala e lhe perguntasse: Sobre o que é esse texto que você está lendo? Outra estratégia interessante é ler o texto em um dia e tentar resumi-lo alguns dias depois. As idéias de que você conseguir lembrar serão seguramente as principais idéias do autor. Se você não conseguir se lembrar de nada a respeito do texto, você não o entendeu. Volte ao texto e o leia novamente.

3) Eleja uma entre as principais idéias do texto. Todo texto contém várias idéias, que estão postas em uma hierarquia. Há idéias principais e há idéias secundárias, periféricas. Eleja uma idéia principal.

4) Analise a idéia escolhida. Procure traçar quais são os seus pressupostos, o que o autor pressupõe para formular essa idéia. Procure traçar também as suas implicações, as conseqüências que se pode retirar dessa idéia. Verifique quais as relações que a idéia estabelece no texto, com quais outras idéias ela dialoga.

5) Emita um julgamento de verdade a respeito dessa idéia. Ela é verdadeira ou não? Se é verdadeira, por quê? Se é falsa, por quê? Procure responder a essas perguntas com outros argumentos que não os usados pelo autor do texto. Por exemplo, se o autor diz que "ninguém é normal" e usa como argumento a colocação de que "o conceito de "normal" é muito relativo", não responda que essa idéia é verdadeira porque "o conceito de normal é muito relativo"; você estaria apenas repetindo o autor do texto. É crucial que o julgamento seja "seu", e não uma mera reprodução do que o autor pensa. Olhe para a maneira como o autor usa os conceitos, procure definir o que significa "relativo" para o autor e, aí sim, decida.

6) Faça tudo isso antes de começar a redigir o texto. Use um rascunho, se necessário.

Apenas depois de resolvidos os passos de 1 a 5 é que você estará pronto para escrever o texto, e decidir sobre a sua organização. Não há ordem predeterminada: você pode começar o texto pela sua conclusão, e depois explicá-la para o leitor (através da análise) e terminar por uma apreciação mais genérica do texto (o resumo); ou você pode começar pelo resumo, passar à análise e, em seguida, ao julgamento; ou você pode misturar as três coisas. É você que decide. O importante é que seu texto tenha organização, e unidade. Enfim, que não seja apenas um amontoado de parágrafos sobre o texto que está sendo resenhado.

Então? Levanta o traseiro, sai da frente desse computador e vai logo fazer a resenha da aula de amanhã. E Boa sorte!

LITERATURA: Crepúsculo

Algumas perguntas sobre a saga Crepúsculo respondidas pela autora Stephenie Meyer

Qual era o sobrenome humano de Edward? E existem outros detalhes sobre a vida dele que você possa nos passar?

S. M. - O nome completo de Edward é Edward Anthony Masen Cullen. A mãe dele se chamava Elizabeth e o seu pai também era Edward. A vida humana dele em Chicago era feliz e tranqüila. Seus pais eram moderadamente ricos (seu pai era um advogado de sucesso). A maior preocupação de sua mãe antes deles serem pegos pela epidemia era o fato de que a Primeira Guerra Mundial estava em seu ápice e Edward estava a apenas um ano de ser alistado (em agosto de 1918, a idade de alistamento baixou pra 18 anos - a epidemia atacou em Setembro). A mãe de Edward será brevemente lembrada no início de New Moon. Quando ele era humano, seus olhos eram verdes. Ele tem 1,84 de altura (você ficaria surpreso com quantas pessoas já me perguntaram isso). O aniversário dele é em 20 de junho.

Eu tenho um MONTE de perguntas sobre Esme e Carlisle. Todo aquele relacionamento e a história antes dele é uma história sobre a qual eu quase escrevi, mas eu decidi que ainda havia muitas coisas mal explicadas. Esme era casada em sua vida humana? Se sim, o que aconteceu com o marido dela? Eu não acho que Esme tenha ficado muito feliz em saber que a sua tentativa de acabar com a sua vida tenha se transformado em uma existência eterna. É difícil pra mim aceitar que ela se apaixonou por Carlisle imediatamente. Quanto tempo depois de sua transformação ela foi capaz de vê-lo como o homem gentil que nós conhecemos nos livros? Toda e qualquer informação sobre o relacionamentos deles seria de grande ajuda.

S. M. - Para entender como Carlisle e Esme se apaixonaram, é preciso ler a história dela. Então você viu um pouco sobre a vida de Esme lá em cima - não foi tão legal. O casamento dela foi arranjado por seus pais. Ela não estava apaixonada pelo homem com quem se casou, apesar de ela estar disposta a fazer uma tentativa. Ela queria muito se apaixonar por alguém, mas ela nunca havia conhecido ninguém que se comparasse a um encontro que ela teve quando tinha dezesseis anos. É melhor eu descrever um pouco. Em 1911, Esme quebrou uma perna ao cair de uma árvore que ela havia escalado. A família dela vivia em uma pequena fazenda nos arredores de Columbus. O médico local estava longe, e já estava escuro quando eles a levaram ao pequeno hospital de Columbus. Ela foi tratada por um Dr. Cullen. Era o último mês dele na cidade (ele já estava dizendo ter 35). Ela nunca esqueceu aquela experiência. A gravidez de Esme foi a sua desculpa pra escapar. Ela sabia que não podia deixar uma criança nascer naquela casa. Ela correu pra um primo de segundo grau que vivia em Milwaukee, e depois foi mais para o norte quando descobriu que seus pais tiveram notícias de onde ela estava. Ela conseguiu se disfarçar com facilidade, fingindo ser uma das viúvas da guerra. Ela deu aulas numa escola na pequena comunidade de Ashland. Quando o bebê dela morre (infecção nos pulmões), apenas alguns dias depois de seu nascimento, ela não tinha mais nada. Ela não fazia idéia de que Carlisle estava trabalhando no pequeno hospital de Ashland quando pulou do precipício da cidade. Carlisle se lembrou dela, é claro; se lembrou da garota feliz que ela havia sido aos dezesseis anos. Ele não queria que ela morresse. Então dá pra imaginar o que ela sentiu quando abriu os olhos, sentindo toda aquela dor, e viu o rosto do qual ela não havia se esquecido em uma década. Espero que isso te dê uma idéia sobre quão rapidamente e facilmente o relacionamento de Esme e Carlisle se formou.

Vampiros têm presas ou não? Edward mostra seus dentes brancos várias vezes, mas ninguém nunca vê as presas dele em hora nenhuma. Elas crescem quando eles caçam?

S. M. - Os meus vampiros não têm presas. Os dentes deles são tão afiados e fortes que eles não precisariam muito de presas (eles poderiam morder um pedaço de aço se quisessem - pescoços humanos são como manteiga, ha ha). Os vampiros não-vegetarianos não deixam suas vítimas vivas (a não ser que eles estejam transformando alguém em vampiro); essa não é uma tarefa bonita e limpinha, não é como aqueles dois buraquinhos que você vê os vampiros fazendo nas histórias mitológicas.

Os vampiros têm sangue nas veias, apesar de seus corações não baterem mais? O que aconteceria se eles se cortassem, se machucassem ou alguma coisa assim?

S. M. - A maioria dos fluidos humanos está ausente nos meus vampiros. Nada de suor, nada de lágrimas, nada de sangue, a não ser aquele que eles ingerem - eles não têm sangue próprio. Eles têm uma espécie de saliva – o veneno deixa as suas bocas molhadas, pelo menos. Quando eles bebem sangue, ele corre por seus corpos e os torna fortes. Ele flui pelas velhas veias de seus corpos, apesar de eles não terem mais circulação. Isso ilumina os olhos deles* e deixa a pele deles levemente mais corada.

*Isso me lembra de outra pergunta que me fizeram recentemente. Eu achei que fosse bastante óbvio, mas também, eu tenho a mania de achar que tudo é obvio (uma das grandes façanhas do meu editor é me explicar mais completamente). Vampiros que bebem sangue humano têm íris vermelhas que ficam pretas quando eles têm sede. Se os Cullen bebessem sangue humano, os olhos deles/delas ficariam rubros. Leva mais ou menos duas semanas sem sangue até que os olhos dos vampiros fiquem inteiramente pretos. Se depois disso, um Cullen voltasse a sua dieta animal, os olhos dele/dela, voltariam a ser de uma cor dourada escura. Outro lembrete: vampiros recém criados são reconhecíveis pelos olhos, que são vívidos, de um vermelho vibrante por causa da grande quantidade de sangue humano acumulado (o sangue já estava dentro do humano antes de ele/ela ser mudado) que permanece em seus tecidos. O sangue vai desaparecendo lentamente no curso de um ano. Vampiros novos são também imensamente fortes em seu primeiro ano de vida; isso também é produto do excesso de sangue em seu corpo. Esse sangue residual não faz nada pra diminuir a sede - vampiros novos estão sempre com sede. E, já que estamos falando de fisiologia... toneladas de pessoas já me perguntaram se vampiros podem ter bebês. A resposta é não. Quando alguém vira um vampiro, é como se eles fossem congelados exatamente como eles são naquele momento. O corpo dele ou dela (e vamos ficar com ela, já que esse é o centro da discussão) não experimenta mais nenhuma mudança. Os cabelos não crescem, nem as unhas (se você cortar o seu cabelo, ele fica preso. É por isso que o cabelo de Alice é tão curto – ele estava crescendo depois de ser raspado no asilo). Isso se aplica a todas as mudanças, então as mulheres não têm mais o ciclo de ovulação. Se ela já estivesse grávida quando foi mordida, tanto ela quanto o feto ficariam congelados naquele estado. Isso realmente seria um horror - grávida por uma eternidade? Eu estou tremendo só de pensar. Se um vampiro se cortasse, só sangraria se tivesse bebido sangue recentemente (e se tivesse bebido muito). De outra forma, só sairia um pouco de veneno. Seria como cortar granito.

Isso vai parecer enlouquecidamente curioso, mas... os vampiros tomam banho? Levando em conta que você disse que caçar faz muita sujeira (nada de feridas pequenas e limpinhas), eu estou imaginando que eles se sujam... ou pelo menos ficam ensangüentados. Então eles tomam banho? Eles arrumam seus cabelos? Escovam os dentes?

S. M. - Vampiros tomam banho, mas eles não se sujam da mesma forma que nós. Sujos por fora, sim - sangue, lama e outras coisas (apesar da maioria dos vampiros não se sujar quando come - tudo é uma questão de prática), mas nada de suor ou óleos corporais. Eles jamais teriam C.C., ha ha. Uma garota já me perguntou por que Alice tem um banheiro, e se isso significava que vampiros precisam fazer xixi. Não, eles não precisam (eles usam todo o sangue, o que não cria reservas), mas eles tomam banho. (E é claro que eles precisam ter banheiros - é assim que as casas são construídas, e quando eles quisessem se mudar, seria um pouco estranho se constasse nos arquivos da imobiliária: oito quartos, sem banheiros). Eles lavam a poeira e a chuva de seus cabelos também. E Rosalie, particularmente, gasta muito tempo com o seu. (O cabelo é uma célulamorta – a transformação dos vampiros não o afeta. Se você tiver pontas duas, lamento! Isso não vai melhorar. Ha Ha.

Quando os vampiros se alimentam de humanos, eles bebem todo o sangue? E, se eles bebem, o que é que eles fazem com os corpos? Eles só deixam os corpos sem sangue jogados por aí ou se livram deles?

S. M. - Eles drenam todo o sangue do corpo, e depois os escondem (não é muito bom chamar atenção). Por exemplo, se Laurent estivesse dando uma volta na floresta e se deparasse com um mochileiro apetitoso, depois de beber todo o sangue disponível (e é quase impossível evitar isso, uma vez que você começa - é por isso que tão poucos vampiros são criados com sucesso), ele deve cavar um enorme buraco no chão, jogar o corpo lá embaixo, e depois fechá-lo. Isso só levaria alguns segundos e bem pouco esforço. Existem muitas formas de se livrar de um corpo quando se tem força sobre humana.

De onde os Cullen tiram o seu dinheiro? Investimentos? Propriedades?

Investimentos a longo prazo, heh heh. Carlisle originalmente conseguiu um pouco de ajuda financeira com os seus amigos Italianos, e depois ele estava ganhando um salário de médico durante todos aqueles anos sem ter que se preocupar com as despesas normais. Edward herdou um monte de propriedades dos seus pais (ele fingiu "sobreviver" pra reclamá-las depois, junto com o seu "tio", porque ele queria as coisas que foram de sua mãe. Ele ainda é dono da casa de Chicago). Tudo isso foi investido astutamente (Tanto Carlisle quanto Edward são bons com finanças). E depois Alice apareceu. Ha ha. Ela adora o mercado de ações.

Como eles conseguem todos os documentos necessários - identidades, certidões de nascimento, antigos registros escolares, etc?

S. M. - Eles compram de falsificadores talentosos. Atualmente, Jasper tem um contato em Seattle.

Os vampiros podem fazer sexo?

S. M. - Sim. Não pensem que eu não pensei bastante nisso. Eu não vou entrar em

detalhes técnicos, mas eu asseguro, isso é inteiramente possível.

O que aconteceu a Billy Black pra ele não poder caminhar mais?

S. M. - Ele tem diabetes, que causou um problema nos seus nervos e afetou seus pés e suas pernas. Ele ainda não precisou amputar nada, mas ele nunca vai andar de novo.

Matou um pouco sua curiosidade sobre a nova onda dos vampiros de Meyer? Então aguarde a parte 2 das curiosidades de Crepúsculo. Um grande abraço.



pesquisa: Cosme Potter

IMAGEM : carnaval


O CARNAVAL AINDA NEM COMEÇOU E VOCÊ JÁ ESTÁ BEBENDO?



por: Cosme Potter

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Humor

O enterro da sogra

Pela rua, vinham aqueles homens segurando um caixão seguido de um homem caminhando com um cachorro. Logo atrás diversas pessoas seguiam aquele senhor em forma de fila. Abismado, uma pessoa pergunta :- escuta, quem é que faleceu ???- foi minha sogra que foi mordida por este cachorro. responde o senhor.- puxa ... quanto o senhor quer para me esprestar este cachorro por uns dias, é que minha sogra mora lá em casa.responde aquele senhor.- não ... não cobro nada não, basta o senhor entrar ai na fila e aguardar a sua vez.